O sucesso educativo passa pela capacidade de formar indivíduos capazes de se reciclarem permanentemente, aptos a adquirirem novas atitudes e capacidades, capazes de responderem eficazmente aos apelos constantes de mudança. Trata-se de uma exigência que não tem origem numa reflexão pedagógica ou filosófica, mas antes numa inelutável evolução socioeconómica.

No campo educativo, vivemos tempos socialmente complexos, um processo de mudança que vai das escolas à rede escolar, da avaliação pedagógica à reforma dos currículos, da formação contínua de professores à formação de outros agentes da acção educativa, da formação especializada às novas modalidades de formação, da descentralização da tomada de decisão à implementação de novos modelos de gestão. Os professores e outros agentes educativos são, neste contexto, confrontados com o exercício de novos papéis e é-lhes exigido um desempenho com elevada capacidade técnica, científica e pedagógica.

O termo “organização” tem a sua origem no grego “organon” que significa instrumento, utensílio. É efetivamente essa a conceção que temos da Novafoco, um instrumento dedicado à formação de Professores, Educadores e outros agentes de Ação Educativa numa busca incessante de melhoria e qualidade no Sistema Educativo

Esta conceção implica uma formação centrada na escola e apoiada por um sistema de recursos, estreitamente ligado aos projetos de desenvolvimento profissional dos professores envolvidos na formação. 

À Novafoco aplicam-se as reflexões de Handy (1993), a organização de hoje tem de conciliar uma enorme variedade de paradoxos. Tem de planear e ser flexível, tem de ser global e local, tem de ser um fornecedor em massa e satisfazer muitos nichos de mercado. Os trabalhadores devem ser autónomos e parte de uma equipa. Os gestores devem ter capacidade de delegação, mas também de controlo. Os seus objectivos são obter qualidade, variedade e inovação, tudo ao menor custo possível (p. 28-47).

 

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